Debate eleitoral de candidatos a consertadores do país

O debate eleitoral que aconteceu na noite dessa quinta deu aos diversos presidenciáveis a oportunidade de explanar suas idéias sobre como tornar o país melhor para a população. 
Caixa dois, campanha política, ursal

País que tem quinze por cento de desempregados, sessenta e cinco mil mortes violentas anuais, seis em cada dez crianças em situação de privação de direitos, um sistema de saúde e educação precários, um déficit fiscal enorme, uma taxa de juros gigantesca, uma elite composta de um por cento da população que possui trinta por cento da riqueza nacional, uma mídia inconsequente que transmite a informação manipulada conforme interesses de ocasião, uma população que de um lado está desacreditada na política mas que de outro não perde uma novela, uma partida de futebol ou o compartilhamento de uma boa fake news. 

Diante desses e outros temas relevantes, os candidatos resvalaram na objetividade, reforçaram sofismas, culparam os adversários pelas mazelas sociais, fizeram vistas grossas aos próprios erros, reforçaram concepções equivocadas e tentaram, à sua maneira, convencer o eleitor de quem é a melhor opção para consertar o país - pois, segundo eles, 
"somente um chefe forte resolve os problemas capitalistas de um país capitalista, num sistema capitalista."
Esqueceram do resto.

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