Devemos castigar o filho que pratica bulling?

Se todas as pessoas fossem boas o mundo seria um paraíso, mas, como a concepção de bem difere dependendo de quem o define, o bem pode ser algo muito complexo. Imagine uma sala de aula com cerca de duas duzias de crianças na faixa etária de doze anos, todos influenciados diariamente pela mídia, principalmente seus programas televisivos tidos como "humorísticos", mas com utilidade duvidosa como sai de baixo, pânico e assemelhados. Nessa situação seria normal, mas não natural, a constatação da prática recorrente de bulling. 
bulling, escola,violência
Olha que otário...
Pois bem, um pai toma conhecimento de que seu filho de onze anos é um assíduo praticante de bulling contra determinado colega escolar e resolve castigá-lo mostrando que insultar, agredir e ridicularizar os outros é errado. Para isso o pai adota como castigo fazer o garoto descer do carro num dia de chuva e ir a pé para a escola que fica distante cerca de dois quilômetros. No entanto o castigo não se limitou a isso. O pai filmou a caminhada e divulgou na internet para que todos vissem, inclusive as vítimas. 

Não se sabe se os pais tinham conhecimento anterior da prática errada do filho e se já haviam tomado alguma medida disciplinadora, anteriormente. O que se sabe é que o pai decidiu fazer o garoto sentir os efeitos de ser ridicularizado na esperança de que o sentimento despertado pusesse fim à prática. Como não somos entendidos no assunto, procuramos pessoas menos entendidas ainda e questionamos sobre a prática adotada pelo pai. 

De acordo com os "não especialistas" consultados, essa técnica pode funcionar com algumas personalidades mas já se mostrou ineficaz em outras. Inicialmente, antes de qualquer punição, é preciso que o equivocado entenda que o bulling é errado e que um pedido de desculpa seja efetivado. Isso por si só deve ser suficiente para que a prática tenha fim, numa situação normal. Um posterior acompanhamento das ações do praticante de bulling também é recomendado como forma de verificar o fim da conduta perniciosa. 

No caso dela persistir, as punições devem ser gradativamente elevadas até que uma das duas hipóteses aconteça:
ou a prática do bulling cessa ou a prisão será eterna.
De acordos com os opinantes, os pais devem dar o exemplo antes de castigar, corrigir ou promover qualquer coisa que obrigue o jovem a refletir sobre a sua atitude. Pais que praticam bulling devem ser punidos junto com os filhos. O jovem precisa saber que todos os atos têm consequências e é importante que ele tenha consciência sobre quais sentimentos sua ação provocou na vítima. Uma pesquisa sobre o que é o bullying e as suas consequências pode ajudar, o protótipo de meliante. 

O castigo é uma atitude pedagógica que não pode ser transformada em maus-tratos. Não podemos combater o bulling com bulling. O olho por olho funciona, mas nem sempre. Por fim é importante que os pais reflitam muito na tentativa de chegar à conclusão óbvia de que sua forma de educar nem sempre é a melhor e que eles não são os melhores pais do mundo, como imaginam.
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ps - não deixe a mídia educar seus filhos.

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