Greve de juiz e desembargador pelo piso magistral

Continua complicada a situação do poder judiciário diante do movimento paredista iniciado há duas semanas. Uma ala de juízes insatisfeitos iniciou um movimento que acabou envolvendo a maioria da categoria que tem como reivindicação a imediata implementação do piso magistral, que atualmente está fixado em cerca de 7 salários mínimos, para 36 horas de trabalho semanal. O Tribunal Mor considerou o movimento abusivo e ilegal e determinou o retorno imediato de juízes, desembargadores e demais capas pretas às atividades sob pena de aposentadoria forçada além de pesada multa ao sindicato representativo da categoria. 
juiz, justiça, arthemis
Justiça.... onde estás?
Em assembleia realizada ontem a tarde, os juizes decidiram manter o movimento que já contabiliza prejuízo à milhares de pessoas cujos processos ficarão parados, além do tempo normal. Paralelamente, o governo iniciou um chamamento aos magistrados aposentados para que assumam as tarefas dos grevistas. A estratégia é retomar os julgamentos de processos na tentativa de coibir o crescente aumento de desrespeito às regras legais e constitucionais. 

Sem uma justiça funcional, algumas pessoas de bem - mas inescrupulosas - se aproveitam da situação para levar vantagem em algum aspecto - empresários contratam sem registro, consumidores deixam de pagar suas contas, comerciantes vendem sem nota, operadoras modificam os planos unilateralmente, etc. 

Um grupo de magistrados se concentra em frente ao Tribunal Regional e é mantido distante da entrada do prédio pelo pelotão de choque que tem ordens de impedir o acesso e manter a segurança do bem público. Outro grupo de manifestantes exibe faixas com palavras de ordem enquanto três desembargadores das pequenas causas se mantém em greve de fome há dois dias. 
"Nós queremos apenas que a lei seja cumprida. O pagamento do piso é o mínimo que se espera. Se quiséssemos ser ricos tínhamos ido para outra área, mas escolhemos seguir nossa vocação que é julgar e fazer justiça, no entanto recebemos acima do que é devido." 
disse um dos manifestantes. 

Além do pagamento superior ao piso, o sindicato dos juízes reclama de uma série de regalias adjacentes que transforma o piso num teto bem alto.
"Tenho que deixar algo de bom para meus filhos e não estou falando de dinheiro. Estou ganhando bem acima do piso há doze anos e nunca imaginei que eu, um homem da lei, estaria nessa situação." 
O Tribunal Mor disse que greve de juiz e desembargador é sempre ilegal e que os responsáveis pelo movimento já estão sendo identificados.

(essa história infelizmente é fictícia)

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