Causas dos ataques de cães de rua à pedestres e veículos

Recente estudo mostra que, após completar cinco anos da entrada em vigor do estatuto dos cães, cuscos e assemelhados houve um incremento de 48% em ocorrências registradas envolvendo animais que perseguem e atacam carros, motocicletas, bicicletas ou mesmo pedestres. Isso teve como resultado um acréscimo de acidentes graves em 65%, dificultando a vida de muitas vítimas que não puderam trabalhar e nem se encostar no INSS. 
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Dessa vez consegui escapar.
Tal situação preocupa nossa sociedade uma vez que a mesma, para parecer evoluída, colocou os caninos em um patamar muito mais elevado do que aquele em que se encontravam no século XX quando os cachorros não podiam nem sequer entrar em casa. Assim intermináveis debates intelectuais são travados diariamente buscando encontrar a resposta para a questão principal: como tornar os cães mais humanos de forma a reduzir os índices de violência registrados? 

Especialistas convergem para o pensamento de que é preciso fazer com que o cão e o ambiente da rua estejam em harmonia. Uma integrante dos direitos humanos dos animais explica que é mais fácil atingir esse objetivo quando se acaba com a má sociabilização do cães de rua e a estimulação ambiental diária. Ela ressalta que a maioria dos cães não são familiarizados aos barulhos e movimentos da rua e por isso reforçam o comportamento de ataque sempre que tem oportunidade. Já outros animais curtem a sensação do bem-estar de correr atrás de motos, bicicletas e pedestres para liberar adrenalina. Se rolar de abocanhar alguém, é lucro. 
“Temos que entender que este tipo de comportamento se deve pela falta de sociabilização do cão. Isso o deixa inseguro ou com raiva do mundo ingrato que não o acolheu devidamente e nem lhe deu as oportunidades necessárias. Assim o cão se defende da forma como lhe é peculiar, atacando." 
Essa situação não ocorreria se por acaso o cão tivesse um contato positivo com os sons dos motores andando diariamente dentro de veículos. Como o cão de rua não tem a mínima oportunidade de passear de carro, de moto ou bicicleta até se familiarizar com o transito ele se assusta e ataca o que se movimentar em sua frente. 
"Como as 'presas fogem de medo', este comportamento acaba sendo reforçado diariamente. A perseguição está relacionada com a ‘emoção de buscar o novo’. Um cão que tem pouca estimulação mental e com pouca atividade física acumula energia e, assim que surgir a oportunidade ele persegue o que aparecer. Com a liberação de adrenalina ele sente bem estar. Esse comportamento é reforçado pela boa sensação de dispersar esta energia negativa." 
explica o ativista dos direitos humanos do animal, Abigail. 

Esse comportamento é treinado desde cedo quando, ainda pequenos, os cães costumam latir de forma agressiva para outros animais como gatos, cavalos em carrochas, etc.  
"Os cães como animais que andam em matilhas tem três reações diante do medo e insegurança: Congelar, fugir ou atacar. No entanto, depois que o estatuto entrou em vigor,  os cães em geral tomaram consciência, mesmo que de forma involuntária, de seus direitos. Eles perceberam que não há mais necessidade de fugir pois os humanos nunca vão reagir e sempre vão correr para a casa da mamãe diante de uma agressão canina. Assim houve um acréscimo exponencial dos relatos de ataques. Eles não querem saber dos deveres - só dos direitos." 
afirma, Élbio - um dos críticos do estatuto. 

Já Toninho, 48 anos, é um pedreiro que usa a bicicleta para se locomover para o serviço nos conta que é comum ser atacado por cães. 
“Rapaz, eu já mudei de trajeto diversas vezes mas nem sempre tenho a sorte de não encontrar os danados. Já fui atacado várias vezes e estou cheio de marcas. Até pensei em envenenar umas salsichas e sair distribuindo cidade afora, mas a mulher não deixou porque eu poderia ser preso por isso. Todo dia que subo na bicicleta fico em panico - isso está acabando comigo."
A família da policial reformada Josefa, de 53 anos, tem cinco cães. Lóis não tem raça definida e carrega no nome da namorada do Superman. Dos cinco, apenas ela não corre atrás dos carros, motos, bicicletas, carroças e pedestres, principalmente carteiros. 
“É só abrir o portão que Lóis não sai correndo e latindo atrás das rodas e canelas, como os outros quatro. Ficamos preocupados porque achamos que ela pode ter desenvolvido uma depressão ou alguma síndrome desconhecida. Já levamos ela a vários veterinários mas nenhum deu uma resposta convincente. Ela é a nossa filhinha mais velha. Já os outros são vivos e exuberantes e o pessoal aqui da rua já conhece bem a rotina. Das cinco até as seis a rua é deles." 

Dicas para evitar e diminuir o comportamento de ataque dos cães 

O perigo do comportamento agressivo é o cão se ferir, ser atropelado ou envenenado por pessoas de mau coração como o pedreiro Toninho. Quando o perfil agressivo já se encontra reforçado se faz necessário um acompanhamento psicológico comportamental de forma a socializar o cão. É preciso dar tudo de bom e do melhor como forma de minimizar as carências afetivas caninas. Isso possivelmente vai melhorar o comportamento do seu 'filhinho'. 
“Neste caso, a remodelagem segue um protocolo e o adestramento será apenas uma ferramenta. É diferente porque você não vai apenas ensinar, você vai mudar a percepção do cão em relação ao objeto que ele persegue. É importante sempre estar mostrando para o cão que é feio perseguir os outros. Mas não seja muito incisivo para não magoar o 'queridinho da mamãe'.  É um treinamento mais profundo, trabalha-se a percepção e a reação do cão. Na psicologia, chamamos de dessensibilizar e contra condicionar.” 
finaliza a ativista dos direitos humanos dos animais Abigail.

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