Narrativa do filme: Um dia de fúria - parte 2

A loja militar do nazista

O furo no sapato incomoda Foster então ele entra numa loja de artigos militares. O dono está acompanhando a faixa policial pelo rádio. Na loja há um casal de clientes gays. Foster procura por botas de alpinista. O dono da loja descreve as característica de uma tipo de bota, enfatizando ao final que elas são indicadas para “bichas e veados”. Então passa a descrever outro tipo de calçados, as botas da selva do Vietnã que custam a metade e duram o dobro e são ótimas para chutar “esses frescos”. Um dos gays tenta tirar satisfação com o vendedor homofóbico que saca um revolver. O outro gay puxa o companheiro para fora da loja. Foster vê um carro de polícia estacionando em frente. Saem Sandra e outros dois policiais. O dono da loja continua falando mal dos gays e revelando que ele sabe bem o que os “degenerados” fazem um com o outro quando estão sozinhos.
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Martin interroga Angelina – a namorada de um dos chicanos. Ela confirma que todas as armas desse mundo estavam naquela mochila.
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Foster calça os sapatos no fundo da loja quando Sandra entra e pergunta ao dono sobre o suspeito da lancheria. O homofóbico vendedor revela que além de mentiroso é machista. Sandra sai e o dono tranca a porta e leva Foster para a parte de trás da loja para mostrar que também é nazista. Então entrega Foster uma bazuca de mão guiada pelo calor. Ele conta que adorou o que Foster fez na lancheria cheia de negros e que os dois são iguais. Foster diz que não são iguais – ele é um americano e o nazista é um idiota doente. 
loja militar, nazista, um dia de fúria

Foster diz que não é nenhum vigilante e só quer ir para o aniversário da filha. O nazista se irrita e Foster diz que só está exercendo seu direito de discordar, graças à liberdade de expressão. O nazista saca o revolver e manda Foster encostar numa bancada. Abre a mochila e encontra o cavalinho rosa dentro da redoma, diz que é coisa de bicha e atira o presente que se espatifa no canto de uma bancada. Então ele tenta algemar Foster enquanto diz que Foster é um veado que vai para a cadeia onde um negrão vai ficar por trás. Foster se desequilibra e cai. A lente direita do óculos racha. Ao se levantar atinge o nazista no ombro esquerdo com o canivete. O nazista arranca o canivete e tenta se levantar. Foster dispara várias vezes contra o maníaco.
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A investigação de Martin

Martin está no banheiro tentando convencer o capitão de suas teorias sobre as ocorrências. O capitão e dois policiais ignoram. O capitão revela a Martin que nunca gostou dele porque ele nunca xingou ninguém e homens de verdade sempre xingam. Sandra avisa Martin que um homem de camisa branca atirou numa cabine. Martins está irritado porque o capitão o considera um covarde. Martin diz que vai ver se merece seu último dia de pagamento. Sandra o acompanha.
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Beth está arrumando uma mesa no quintal quando o telefone toca. É Foster dizendo que está a caminho. Ele diz que passou do ponto sem volta e pergunta à Beth se ela sabe que em muitos países da América do Sul ainda é lei matar a mulher que insulta o marido. Beth diz que está com policiais. Foster manda ela passar o telefone a eles. Ela desliga.
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Martin e Sandra chegam à loja do coreano. Ele vê o outdoor pichado do engarrafamento e sobe numa colina. No topo da colina ele vê o local onde o carro foi abandonado e liga os pontos. Ele pede a Sandra que pesquise a placa do veículo. Beth olha pela janela e vê outro carro de polícia estacionando.
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Próximo dali há outro engarrafamento causado dessa vez pelas obras do metrô. Um motorista grita com uma velhinha que está atravessada em sua frente. Foster, agora usando um uniforme militar maior que seu número, nocauteia o motorista com um soco e segue caminhando entre os carros até ser barrado por um funcionário da obra. Foster quer saber o que há de errado com a rua. O homem debocha e não responde até que percebe que Foster tem uma pistola na cintura. Foster insiste em saber o que há de errado com a rua. 
bazuca, um dia de furia

O homem diz que não há nada de errado. Então Foster retira da mochila a bazuca e o homem sai correndo e gritando por ajuda. Foster tenta descobrir como a bazuca funciona. Um garoto o ajuda e diz que aprendeu na televisão. O guri acha que Foster está num filme e pergunta o nome do filme. Em construção – responde Foster. Foster mira num “monstro amarelo” e ao tentar achar o gatilho abaixa o cano e dispara acidentalmente o míssil num canalete em frente que causa uma grande explosão a uns duzentos metros adiante.
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Martin e Sandra chegam à casa da mãe de Foster e começam a fazer perguntas sobre ele. Foster resolve cortar caminho e pula um cercado de um campo de golfe.  Dois velhos estão jogando e um deles exige que Foster retorne por onde veio. Foster ignora. O velho joga a bola de golfe em direção a Foster e quase o atinge. Foster tira da mochila uma espingarda e diz que devia ter crianças brincando e famílias fazendo piquenique nessa grande área. Devia haver um zoológico aqui. Em vez disso tem esses carrinhos imbecis e esses velhos que não tem nada melhor para fazer. Foster dispara contra um carrinho próximo que despenca ladeira abaixo em direção a um lago. 

O velho mais nervoso tem um ataque cardíaco e cai no chão pedindo pelas pílulas que estavam no carrinho. Martin e Sandra descobrem que Foster passou a morar ali depois que se separou e que ele trabalha na Usina de Defesa – D-FESA - construindo coisas importantes para os proteger dos comunistas, segundo a mãe. Martin pede a Sandra que ligue para a Usina para ver se ele está lá. Martin encontra uma aliança e uma foto antiga de Foster, Beth e Adele. Sandra retorna e diz que a empresa despediu Foster há um mês. A mãe se surpreende pois não sabe onde o filho Bill – ele gostava de ser chamado assim - tem ido todos os dias. 

Foster fere a mão no arame farpado ao pular outro cercado do campo de golfe. Ele cai no pátio de um casarão e fica reclamando que isso só pode ser coisa de gente rica que se diverte colocando arame farpado nas cercas para ferir gente inocente como ele. Há um casal com duas meninas. O homem se identifica como caseiro e acha que Foster é da segurança. O caseiro diz que o dono permitiu que ele fizesse um churrasco. Sirenes da polícia estão próximas e Foster pega uma das meninas pela mão e se protege numa área da casa. Foster descobre que o dono é cirurgião plástico e pergunta se há curso dessa área por correspondência. 

Os pais estão nervosos. Foster diz que perdeu o emprego por ser muito educado e pouco habilitado ou, o contrário. Que ficou obsoleto e não é economicamente viável. Por isso não pode sustentar a filha. Foster olha para a mão e vê o sangue, solta a mão da menina achando que tinha ferido a garota. Pede desculpa. O pai diz que o sangue é dele e pede que Foster o leve e deixe as crianças irem. Foster amarra um lenço na mão e diz que não quer não quer fazer mal às crianças. Que está indo para a sua família, para o aniversário da sua garotinha e que tudo seria como era antes. Foster se emociona e chora.
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A policial que havia chegado à casa de Beth vai embora por acreditar que Foster estava blefando. Na delegacia, Sandra busca o endereço de Beth. Martin fala sobre o assassinato na loja militar.
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Foster liga para Beth novamente e fala sobre a sorveteria que foi transformada numa lanchonete para adolescentes e que queria comprar um cavalinho para Adele mas só encontrou um unicórnio montado por um índio. Beth percebe que Foster está bem próximo, desliga o telefone, pega Adele e sai correndo. Foster chega correndo à porta da frente e entra. Beth sai pela lateral com Adele. Foster volta à frente da casa e procura Beth.
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Martin fala para Sandra sobre o ocorrido no campo de golfe e no casarão ao lado. Sandra encontra o endereço de Beth.
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Lembranças de uma família feliz

Foster segura a arma d’água de Adele e assiste uma filmagem feita há alguns anos atrás num aniversário da filha enquanto acaricia a cabeça do cachorro. O telefone toca e ele não atende. É Martin ligando. Martin pergunta à Sandra se mandou a cavalaria para a casa de Beth. Sandra diz que a divisão pacífica não pode justificar o envio de unidades, para o mesmo endereço, três vezes no mesmo dia para acalmar uma mulher histérica. 
festa de despedida, policia, delegacia

O telefone toca. Sandra atende. Amanda pergunta quem é a piranha que atendeu. Martin pega o telefone. A mulher diz que o gato a arranhou e está sangrando feito um porco esfaqueado. Martin diz que não pode ir agora. Amanda engrossa. Martin dá uma bronca nela. Amanda fica calma. Martin sai da sala com Sandra mas encontra a festa de espedida do pessoal da delegacia na outra sala. Todos com chapeuzinho colorido de plástico e um grande bolo. Eles apresentam a senhorita Suzi, uma dançarina que sobe na mesa e começa a rebolar. Martin agradece a festa mas diz que não pode ficar. Um policial pergunta se ele tem medo de mulher agora. Outro policial diz que ele não tem culpa de ter medo por causa da esposa. O clima fica ruim. Martin dá um soco no último policial que cai sobre o bolo.
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Foster continua assistindo a filmagem. Numa cena Adele chora para não subir num cavalo de madeira que fica no píer próximo dali. Foster fica brigando por causa disso. Então ele suspeita que as duas fugiram para lá e olha pela janela. Nisso um carro estaciona na frente da casa e ele vê Sandra sair do carro. Foster pega uma pistola. Martin pede a Sandra que vá pelos fundos e vai pela frente quando percebe que está sem arma. Nisso ouve um disparo logo após Sandra dizer: parado. Martin encontra Sandra baleada, pega sua arma, manda vizinhos chamarem a ambulância e vai atrás de Foster. 

No píer, Adele sorri e vê Foster chegando. Foster abraça e beija Beth como se nada houvesse acontecido. Beth pede a Bill que as deixem em paz. Foster lembra Beth que eles devem ficar juntos até que a morte os separe. Foster saca a pistola e grita com as pessoas próximas. Elas fogem. Ele se aproxima de Adele, larga a pistola no chão e a abraça chorando e dizendo que ninguém vai tirá-la dele. Beth pede a Foster que pare com isso pois ele está doente. Foster diz que a cidade é que está doente. 

Martin, que está comendo pipoca sentado no quiosque próximo, interrompe Foster que pega a arma. Martin fala da água poluída, de sua mudança de cidade, paraíso e de sua filha morta aos dois anos enquanto circula comendo pipoca. Beth percebe que Martin está armado. Martin entrega a pipoca para Adele que oferece ao pai que larga a pistola no chão para comer. A polícia chega na entrada do píer. Beth chuta a pistola para longe depois a pega e joga no mar. 

Martin aponta o revolver para Foster e diz que ele iria matar a mulher e filha e depois ia se suicidar. Foster se dá conta de que virou um bandido e não entende o que aconteceu. Ele reclama que fez tudo o que mandaram, trabalhou pela proteção da América e ao final mentiram para ele. Martin diz que mentem até para os peixes mas isso não justifica as ações de Foster. A única coisa especial dele é a filha. Martin manda Foster ir em direção aos policiais na entrada do píer. Foster reclama do calor e diz que tem uma arma no bolso e propõe um duelo entre o xerife e o homem mau com contagem até três. 

Martin diz que perdeu a filha mas Foster não e, que por isso, Foster tem uma escolha. Foster diz que pode morrer para a filha receber o seguro. Martin pergunta se Bill não quer ver Adele crescer. Bill conta “1” e responde que não quer vê-la crescer por detrás das grades e então conta “2”. Martin pede que Bill não faça isso. Foster saca a arma de plástico do bolso e Martin atira. Bill sorri e diz que teria acertado Martin. Então ele desmaia e cai no mar. Martin se aproxima da beirada. Bill está boiando morto. 

O capitão está dando entrevista quando Martin se aproxima. O capitão aperta a mão de Martin e o parabeniza. Martin o xinga. O capitão agradece. Martin chega à casa de Beth e encontra Sandra medicada e sendo removida numa maca. Beth fala para Martin que não falou para Adele sobre a morte do pai. Martin sugere que ela fale amanhã e deixar a filha aproveitar a festa. Ele senta ao lado da Adele e começa a conversar com a garotinha. Diz que seu nome será lama assim que a esposa descobrir que ele ainda é um policial. Dentro da casa a filme antigo de uma família feliz continua rodando. 
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Parte Inicial

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