Lojista meliante aprende que bom cabrito não berra

A malandragem não perde tempo porque vagabundo se dá bem, ainda. Ficamos surpresos com situações inusitadas que ocorrem onde menos se espera. Ditados à parte, nessa história percebemos que além da ocasião fazer o ladrão, pilantragem pouca é bobagem. Basta ter uma oportunidade para que elementos bem vestidos e endinheirados insistam na prática constante de dar prejuízo intencional às pessoas de bem e trabalhadoras desse país. Atentem ao fato ocorrido em uma loja de calçados do centro de Encruzilhada dos Grilos, interior do estado. 
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Eram cerca de 10 horas de uma manhã ensolarada quando um funcionário da loja acompanha pelo monitor a filmagem de duas câmeras de segurança que mostram a movimentação, tanto no exterior quanto no interior da loja. Loja essa que vende cerca de 600 pares de calçado por mês e que havia registrado cinco furtos e três tentativas frustradas, no último semestre. O movimento está calmo para o horário e o funcionário que acompanha o monitor foca em um cliente suspeito. 

Ele dispensa o atendimento de uma vendedora pois estaria apenas olhando os modelos. Após, o cliente, que é jovem e está bem vestido, encontra um par de tênis, senta-se e passa a olhar para os lados. Depois de calçar o par de tênis de marca, o meliante colocou os calçados velhos na mochila, se levantou e foi em direção à saída calmamente, sem passar pelo caixa que fica nos fundos da loja. 

O funcionário que o monitorava não quis pagar o pato e chamou a atenção do segurança que conseguiu pegar o larápio a poucos metros adiante. A policia foi chamada e o elemento conduzido à delegacia de polícia para o devido enquadramento legal. Ao preencher o termo, o dono da loja foi questionado sobre o valor de mercado do tênis que, para surpresa do escrivão, era de R$ 1.210,00. 

Registrado os pormenores, o meliante, que era primário, foi liberado para responder o processo em liberdade, sob os protestos indignados do dono da loja que clamava por justiça e pelo retorno do pau de arara. O cidadão esbravejou tanto que acabou chamando a atenção da delegada que resolveu intervir e mostrar com quantos paus se faz uma canoa. O homem foi enquadrado e intimando a fornecer cópia das notas fiscais do tênis para serem anexadas ao inquérito policial - atitude deixou o sujeito cuspindo fogo. 

Sem alternativa ou advogado que impedisse, o lojista foi acompanhado por dois policiais até o contador para averiguação da documentação. Quatro horas depois os policiais descobriram que toda mercadoria vendida na loja era oriunda de contrabando sem pagamento de imposto e com a absurda supervalorização de preços. O tênis, que era falsificado, tinha como preço de custo o valor de R$ 58,21. Ao final do processo o comerciante, respeitado no CDL, se tornou meliante e descobriu a duras penas que bom cabrito não berra.

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