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Lição Escolar: escreveu... não leu, o pau comeu

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Estamos cada vez mais perto do ponto previsto por esse blog onde educadores e educandos resolverão suas divergências na bala. A violência se propaga e chega nas escolas de forma rápida. A ignorância impera. Não bastasse os atrasos no pagamento dos baixos salários congelados, professores tem sofrido de outro mal que os castiga física e psicologicamente. 
Numa escola logo ali, uma professora foi agredida pela irmã de um aluno pouco antes do início das aulas do turno da noite. A professora, praticamente idosa, com seus 59 anos exercia a função de coordenadora quando viu dois vultos conversando do lado fora do prestigiado estabelecimento de ensino, logo após dar o sinal do início das aulas. 
Ao se aproximar percebeu que um dos vultos era aluno da instituição e o chamou para assistir a aula. Nisso, o outro vulto que estava com o aluno e era uma mulher se aproximou da idosa e, sem aviso prévio, desferiu um violento soco que resultou na quebra de vários dentes da educadora Caída a…

Caudilhismo - Coronelismo - Mandonismo - Clientelismo

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Caudilhismo  é o exercício do poder político caracterizado pelo agrupamento de uma comunidade em torno do caudilho. Em geral, caudilhos são lideranças políticas carismáticas ligadas a setores tradicionais da sociedade (como militares e grandes fazendeiros) e que baseiam seu poder no seu carisma. Muitas vezes, líderes são chamados de caudilhos quando permanecem no governo por mais tempo do que o previsto. O caudilhismo se apresenta como forma de exercício de poder divergente da democracia representativa. No entanto, nem todos os caudilhos são ditadores: às vezes podem exercer forte liderança autocrática e carismática mantendo formalmente a norma democrática. 
Coronelismo  é um brasileirismo usado para definir a complexa estrutura de poder que tem início no plano municipal, exercido com hipertrofia privada – a figura do coronel – sobre o poder público — o Estado —, e tendo como caracteres secundários o mandonismo, o filhotismo (ou apadrinhamento), a fraude eleitoral e a desorganizaçã…

Policial reclama da propina recebida de traficante

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Uma ação que envolvia o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Federal atuou para cumprir 100 mandados de prisão contra policiais militares e traficantes de drogas, além de 191 mandados de busca e apreensão. 
O esquema que envolvia 32 policiais entre soldados, cabos e sargentos, conhecido como guarnição dos "Bad boys", lucrava até R$ 200 mil por semana recebendo propina de traficantes de drogas e outros negócios ilícitos. 
Em uma conversa telefônica gravada com autorização judicial, um policial se revolta ao ouvir que os traficantes irão pagar apenas R$ 1.500 a cada quinze dias. Em outra conversa, PMs negociam a liberdade de um traficante preso em flagrante pela quantia de R$ 5 mil, mas receberam uma contraproposta de R$ 500. Confira a negociata entre os policiais e os traficantes: 
Nenzão - E aí, filho! Rosa - Oi! Nenz…

Filho de juiz é preso transportando drogas, armas e munições

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Homem de bem, adulto, empresário e filho de juiz foi preso com comparsas transportando centenas de quilos de drogas, armas de uso exclusivo das forças armadas e muita munição. Ao ser preso o cidadão de bem argumentou por sua soltura informando às autoridades - que já o investigavam há alguns meses - que ele era filho de juiz, também pessoa de bem, conhecida na cidade, preservador dos bons costumes e da família. 
Os policiais ignoraram o pedido do meliante de família e o conduziram junto com os cúmplices para o presídio. Pouco tempo depois, o pai herói e juiz chega à cadeia numa viatura oficial acompanhado de um delegado amigo da família, e policiais armados ameaçando prender o diretor da penitenciária caso ele desobedecesse e não libertasse o filho antes da chegada do alvará de soltura que o próprio juiz já havia conseguido agilizar. 
O argumento para a libertação era que o o filho preso tinha problemas psicológicos que justificariam, segundo o papai, a internação em …

Você sabe com quem está roubando?

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Em qualquer sociedade onde vivam alguns milhões de pessoas é normal que uma grande parte delas sinta a óbvia constatação de que é melhor que as demais. Se é ou não é não importa. O que importa é que ela acha que é pois nunca erra ou quando erra não admite já que a culpa é sempre dos outros. 
Esse modus operandi acaba contribuindo para fortalecer características sociais nocivas como a prepotência e arrogância que são percebidas no comportamento de indivíduos da classe dominante ou daqueles que almejam pertencer a essa classe, não o sendo. 
Um exemplo clássico desse comportamento é percebido no uso da malfadada expressão - você sabe com quem está roubando? - comumente ouvida quando o elemento tido como importante é questionado sob alguma forma por alguém que, segundo avaliação prévia do figurão, é inferior ou simplório até para lhe dirigir a palavra. 
A finalidade da expressão é colocar o indivíduo recalcitrante no seu devido lugar - que geralmente é abaixo da cola do cacho…