Movimento ético quer receber sem doar

Um novo movimento de trabalhadores passa a se organizar de cabo a rabo no país a partir das ditas reformas implementadas recentemente pelos conservadores de direita eleitos. Muitos dos integrantes são oriundos de grupos de bate panelas como o "Mais Pra Mim Primeiro" e o "Direitão calibre 44" que foram às ruas protestar contra as denuncias de recebimento de propina envolvendo setores da esquerda, direita e centro. 
benesses, taxa sindical, desconto

Esses grupos foram um dos que mais se indignaram com a suposta corrupção dos "canhotos" tendo feito inúmeras passeatas pregando a ética, a moral e os bons costumes alheios bem como a condenação prévia dos corruptos adversários. As manifestações eram combinadas pelas ditas redes sociais e aconteciam sempre aos domingos pois assim teriam mais telespectadores assistindo a cobertura feita pela rede midiática Lorotas do Amanhã, apoiadora incondicional do movimento. 

Após os referidos movimentos de rua, o resultado foi a eleição do congresso mais conservador já visto desde a época da escravidão, o qual não teve dificuldade em implementar as reformas. No entanto, o grupo não se deu conta de que as reformas os prejudicariam e não só a população em geral, como pensavam alguns. Diante disso, a liderança dos dois grupos resolveram se juntar novamente e buscar uma saída para minimizar as perdas. 

Um dos integrantes, que era um subalterno no setor de recursos humanos de uma grande empresa ao olhar o contra-cheque teve a ideia de fazer os cálculos comparativos entre os valores que pagava de taxa ao sindicato anualmente e as verbas recebidas de acordos e convenções coletivas. Ao comparar percebeu que os valores recebidos como adicionais e auxílios diversos, prêmios por isso ou por aquilo, além de reajuste salarial eram muito maiores do que os valores pagos ao sindicato. 

Então, numa das reuniões comentou sobre o comparativo com os demais e deliberaram como primeira medida criar um movimento cuja proposta inicial é a de deixar de contribuir com as taxas sindicais e ficar apenas recebendo as benesses das negociações futuras. Tudo dentro da "lei" e com apoio do judiciário. Atitude totalmente sacripanta.

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