Marcelo Odebrecht condenado à prisão domiciliar de luxo

Após alguns meses puxando cadeia numa cela de pouco mais de dez metros quadrados com um beliche estreito, o desonesto Marcelinho Pouca Telha, vulgo "O da Brecha" vai para prisão domiciliar num condomínio de segurança máxima em área nobre da cidade de São Paulo. 

Colegas do marginal comemoram entusiasticamente pois apesar do larápio ter sido condenado a mais de 30 anos de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa, ele deve cumprir apenas 10 anos, ou menos, nos quais poderá receber visitas e dar escapaselas esporádicas desde o início. A partir de agora vai ficar dois anos e meio usando tornozeleira em casa, após passará outros 2 anos e meio no regime semiaberto dormindo em casa à noite, finais de semana e feriados. Em dezembro de 2022 o salafrário passará outros dois anos e meio no regime aberto. Isso faz parte de um acordo premiado de delação dos desafetos com aval do juiz Sergio Moro e do STF.
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É feio ser corrupto.
Comparsas pensam em organizar via redes sociais uma festa de comemoração que contaria com a presença de diversos puxa-sacos de plantão. A multa de alguns milhões já teria sido quitada, mas, segundo informações, ainda restam alguns detalhes sobre como se dará a transferência da cadeia para o condomínio de luxo. 

A nova cela do bandido falcatrua tem cerca de 3 mil metros quadrados, ampla área de lazer, quartos com closet, banheiros exclusivos, churrasqueira, cozinha, e tudo mais, cuja manutenção fica em torno de R$ 20 mil mensais, segundo especulações. 

Pessoas próximas ao agafanhador dizem que, ao ser preso, o ladravaz vivia em lamúria mas esse sentimento deu lugar à uma euforia sem precedentes quando o escamoteador recebeu a proposta cinematográfica de sair da cadeia e ficar preso em uma de suas 50 casas se ele delatasse determinadas pessoas.

Em nota, a corporação do pilhante afirmou que errou ao exercer o direito inconstitucional de formar quadrilha, corromper e levar vantagem nas negociatas espúrias tanto nacional como internacionalmente; que poderia ter denunciado as propinas e não entrado no esquema em vez de se locupletar lesando empresas públicas e o povo. Mas que, por fim, considera a prisão domiciliar de segurança máxima uma medida punitiva eficaz que certamente causará uma profunda reflexão diante de futuros deslizes, tanto morais quanto éticos.

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