Passageiro causa acidente mortal por não ir à padaria

A cada dia que passa, percebemos comportamentos terríveis que acabam por comprovar que o número de pessoas que abilolaram sem um motivo aparente cresceu visivelmente no último trimestre em comparação ao trimestre anterior. Imagine a situação: o cidadão está trabalhando honestamente dirigindo o ônibus número vinte e três da linha Trololó-Belisconde na calma manhã de uma terça-feira de cinzas. 
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O trânsito está normal e há cerca de quinze passageiros no coletivo. Então, quando o veículo se aproxima da esquina das ruas Babaqueiro com Catimbó o farol fecha e um dos passageiros se levanta, vai até o motorista e diz que vai descer para comprar pão na padaria - que fica na esquina - e pede para o motorista aguardar um instante - coisa rápida, segundo ele. 

O motorista se surpreende com o pedido inusitado e começa a fazer as contas de cabeça: se o passageiro for rápido pode ser que retorne antes do sinal abrir. Se ele concordar mas partir quando o sinal abrir deixando o sujeito na padaria vai estar descumprido o acordo. Se ele concordar com esse passageiro, vai criar um precedente para qualquer outro passageiro pedir a mesma coisa em qualquer tempo. 

Ao final do raciocínio o motorista que, era tido como uma pessoa amigável e devido à idade não cozinhava na primeira fervura, titubeia um pouco mas responde que não pode fazer isso por causa das regras de conduta e demais repercussões aleatórias. O sujeito então, começa a discutir com o motorista questionando sua má vontade e em seguida passa a ofendê-lo de bobalhão para baixo fazendo com que os demais catorze passageiros assistam à cena estupefatos com tamanha ousadia e maledicência por parte do abilolado. O sinal abre e o ônibus segue sua rota enquanto a discussão unilateral prossegue a cântaros. 

Percebendo que o chofer do coletivo ignorava as injúrias e desaforos, o viandante que aparentava uns vinte e poucos anos se enerva cada vez mais e no ápice de seu desatino emocional chuta a perna do piloto fazendo com que este perca o controle e acelere bruscamente o veículo para o outro lado da via vindo a chocar-se com um caminhão de combustível que trafegava em sentido oposto. 

Após o choque os passageiros, que foram jogados ao piso do coletivo, recobram aos poucos os sentidos quando percebem o vazamento de combustível e início de um incêndio no caminhão. O fogo se alastra rapidamente e explode matando a todos no ônibus inclusive o enervado passageiro que após alguns minutos ficou calmo como nunca se viu. Atualmente ele cumpre a pena de comer meio quilo de farinha, sem água, por hora no quinto dos infernos.

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