Índice de Confiança no Futuro Incerto é divulgado

O Índice de Confiança no Futuro Incerto (ICFI) avançou 2,8 pontos do mês passado para cá, indo a 90,5 - o maior nível desde os 91,2 pontos de agosto último. A constatação é do Instituto Brasileiro para Estudos do Futuro. De acordo com o superintendente de Estatísticas Aleatórias, Armando Botte Jr.,  
"o avanço mais expressivo dos indicadores da situação atual sugere que a recuperação da confiança no futuro incerto ganhou consistência nos últimos meses". 
medir, índices, regua

Em relação ao futuro próximo, o encarregado-mor acredita que o comportamento do indicador de perspectivas vem se recuperando lentamente, embora pressionado pela intenções inconstantes dos mercados, em especial do mercado de vigarice da novela das 8. É esse comportamento do indicador que faz com que o pessimismo exacerbado dê lugar a um otimismo inconsequente. 
"O indicador de confiança no futuro incerto registra, pela primeira vez desde outubro de 2014, um número maior de indivíduos querendo previsões mais otimistas do que previsões pessimistas em relação aos mais variados temas", 
explica. 

O indicador divulgado hoje mostra o Índice de Confiança no Futuro Incerto (ICFI) consolidando os índices de desconfiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens pelo instituto: indústria, serviços, comércio e construção. 

No mês passado foi constatado que o Índice de Situação Atual (ISA) avançou mais que o Índice de Expectativas Sui Generis (IESG) pelo terceiro mês seguido, reduzindo a distância entre os dois indicadores para 10,3 pontos. Enquanto o ISA cresceu 2,2 pontos indo para 86,2, o maior desde os 86,7 pontos de dezembro de 2014, o IESG subiu 1,6 para 96 pontos, o maior nível desde os 97,3 pontos de março de 2014. 

A desconfiança de parcela dos indivíduos aumentou em todos os setores com a maior contribuição para a alta do ICE sendo dada pela indústria, cujo avanço foi de 0,9 ponto, o mesmo obtido pelo setor de serviços, seguido pelo comércio (0,7 ponto) e pela construção (0,1 ponto). 

Já o indicador que mede o ímpeto de raciocinadas moderadamente otimistas manteve-se estável alcançando 101,8 pontos, sinalizando que há mais videntes e palpiteiros de plantão prevendo aumentos e reduções variadas, algo que não ocorria desde novembro de 2014.

A maior contribuição para a alta na margem foi dada pelo comércio (2 pontos), seguida por serviços (0,9 ponto) e pela construção (0,4 ponto). No mês, a indústria, no entanto, contribuiu negativamente com 0,3 ponto. O Instituto finaliza a análise constante do Índice de Confiança no Futuro Incerto destacando que houve uma tentativa de propagação de otimismo sem bases convincentes entre os segmentos analisados, mas que o resultado não foi o esperado. 

Em vez disso, em outubro, a desconfiança cresceu em 63% dos 49 segmentos pesquisados para compor o ICFI. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é de 64% do total. 

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