Se for preciso roubar, roubaremos

É preciso ter critérios e regras claras de conduta mesmo que com isso, venham a nos chamar de Joãozinho do Passo Certo. Se não estabelecermos mecanismos de controle do que pode e do que não pode ser feito corremos o risco de resolvermos tudo politicamente, ou seja, se for preciso roubar, roubaremos, se for preciso mentir, mentiremos, afinal "quem além de nós poderá melhorar o mundo? Ninguém além de nós poderá fazer isso, nós bem sabemos!" 
placa, caminho, direção

Quem voltou do inferno, diz que lá está cheio de boas intenções de forma que, por muitas vezes, tivemos uma certeza quase absoluta de que nossas ações melhoraram o mundo. Mas será mesmo? Será que o resultado de nossas ações cotidianas não está sendo supervalorizado apenas em nossa mente com subterfúgios convincentes a nós mesmos? Essa crença de que é fundamental evoluir politicamente acabou por revelar justamente o contrário - um ser politico por si só não se torna efetivo o suficiente para que efeitos dessa evolução mude a realidade. É preciso mais do que evoluir politicamente - é preciso entender o todo e saber como trabalhar com isso. 

A justificativa de que mesmo quando deixamos de ser éticos o fazemos pelo benefício do bem estar das pessoas pode, com o tempo e a falta de clareza, se tornar um vicio inerente ao comportamento. Que evolução política é essa onde a nossa solução para os problemas consiste em ir para a rua e protestar ao mesmo tempo em que não conseguimos dar as respostas convincentes para os problemas estruturais e culturais? Pode ser justamente essa contradição a responsável por diminuir o volume de pessoas envolvidas nos atos protestantes? Não basta protestar sobre o problema, é preciso saber como resolvê-lo e não voltar a cometê-lo.


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