Policial que rouba ladrão diz que achado não é roubado

Muito se tem falado sobre esse tema que envolve o ramo da ladroagem mas ainda persiste a dúvida se ladrão que rouba ladrão tem realmente cem anos de perdão, ou não. Há teóricos que entendem que o ladrão que rouba outro ladrão está na verdade roubando indiretamente a vítima original, ao passo que há os que entendem que a vítima não pode ser duplamente roubada, na mesma situação em questão. 
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Achado não é roubado !?.
De qualquer forma é bom deixar claro que roubar, furtar ou mesmo assaltar é feio e não deve ser feito por pessoas que queiram viver uma vida honesta. 

Pulando de um jargão para outro, dizem que a ocasião faz o ladrão, mesmo que esse ladrão seja, em tese, a pessoa menos provável de se imaginar - um policial graduado. Imagina como nossa sociedade está deturpada. A força policial deveria ser, num mundo ideal, composta por pessoas honestas e justas. Mas não é assim que acontece. Sempre tem uns para complicar e queimar o filme. 

Assim, um tenente da polícia resolveu se apoderar de alguns pertences de um traficante. Tecnicamente, o traficante não pode ser considerado ladrão, mas como não sabemos se a procedência dos bens não foi fruto de roubo para sustentar o vício de algum nóia, manteremos o título do post. 

Então o cidadão militar juntou uns cupinchas e retornou a casa do traficante/ladrão já que haviam alguns eletrodomésticos dando sopa uma vez que a casa acabou ficando abandonada após uma tentativa frustrada de prisão do meliante. Lá, mandou encaixotar e carregar alguns eletro para sua casa.

Felizmente tal situação acabou sendo levada ao conhecimento dos superiores hierárquicos que mais tarde questionaram o tenente sobre sua atitude. O tenente tentou argumentar em sua defesa usando outro ditado: "achado não é roubado". Argumentou que o traficante havia abandonado os pertences à sua própria sorte e que o tenente quis na verdade foi fazer um reaproveitamento dos bens dando assim uma maior utilidade aos mesmos, se comparado com a possibilidade de tê-los deixado largados ao léu na residência.

No entanto, a justificativa não foi aceita e os julgadores, após ouvirem testemunhas, Entenderam que o tenente agiu de forma inapropriada ao subtraiu para si e para outrem, coisa móvel alheia. Deixaram claro que o correto seria confirmar o abandono do imóvel e lacrá-lo com vistas a preservar os bens ali encontrados, para futura decisão judicial. O tenente perdeu a patente, os eletrodomésticos e cerca de dez salários mínimos por mês. 

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