Juiz falastrão distribui pitacos à revelia

Conhecido entre amigos como uma pessoa extrovertida e avessa às regras ortodoxas de comportamento, o juiz Jules Falastrão Sobrinho costuma manter uma relação próxima aos meios de comunicação social pois entende que o judiciário moderno tem o dever de manifestar-se com opinião sobre fatos da vida, inclusive processos pendente de julgamento, despachos, votos, sentenças ou acórdãos de órgãos judiciais. 
Justiça, Themis, Simbolo
Têmis a deusa-guardiã dos juramentos dos homens e da lei.
Autor de várias obras literárias e adepto da teoria que prega uma justiça transparente e onipresente, Falastrão não tem papas na língua e não mede palavras quando provocado sobre qualquer assunto. Em sua última entrevista ao jornal "Lorotas do Amanhã", defendeu o mecanismo de acusação sem provas como um meio eficaz de obtenção das mesmas bem como da aposentadoria compulsória como punição adequada e disciplinadora nos casos envolvendo desvios de conduta de juízes pois, de acordo com Falastrão, são raríssimos casos que vieram a tona até então. 

Considera que o judiciário tem sido pouco valorizado ultimamente, inclusive no que se refere a novos investimentos e que, como órgão solucionador de pendências políticas e jurídicas, nada mais natural que o judiciário dê sim, a última palavra. 

Segundo ele, o judiciário é como se fosse um pai que fica controlando e dizendo o que é certo e errado aos filhos. Quanto às críticas que o judiciário vem recebendo ultimamente, contemporiza: 
Não julgueis, para que não sejais julgados. E por que reparas tu no argueiro (*) que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho...
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(*)
argueiro
substantivo masculino
1. partícula pequeníssima, destacada de qualquer corpo; grânulo, cisco.
2. fig. coisa mínima, sem qualquer importância; ninharia, nonada.

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