Todo poder emana do povo ou de alguém

... algumas pessoas utilizariam a expressão "muito se têm falado" enquanto outras iniciariam com um "isso é irrelevante no momento". O fato é que vivemos até então em sistemas onde as decisões importantes são tomadas por poucos indivíduos. O poder foi e continua concentrado nas mãos de uma minoria. Isso acontece porque administrar uma população se torna uma tarefa menos difícil quando o grupo de comando é reduzido, sem falar que, em geral, as pessoas têm dificuldade em viver coletivamente sem estar submetido à chefes e dividido em grupos. 
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sim ou não?

Em todos os tipos de sistemas sociais vivenciados sempre houveram duas figuras: as que mandam e as que se obedecem em prol dessa ou daquela ordem social. O máximo que conseguimos até agora em termos de organização social foi a democracia representativa, cuja diferença básica consiste na possibilidade de escolha do chefe cuja obrigação deve ser a de agir em benefício da população e de estar sujeitos a certas regras que podem retirar-lhes do poder em determinadas situações, ou não. 

Poderíamos dizer que o ideal seria que todos decidissem sobre tudo. Mas isso é difícil de implementar na prática além do que seria preciso acatar as decisões contrárias. Outro ideal é de que todos tenham sempre um objetivo comum, mas num sistema onde para um ganhar outro tem que perder, isso se torna outra utopia, por enquanto. 

A democracia de fato representa um avanço na medida em que o "povo" escolhendo seus chefes, tende a eleger os melhores e mais aptos entre os concorrentes, em tese. Mas o povo é o povo e em se tratando de povo tudo é mais difícil e lento. 

Afora o discurso demagógico, onde o povo é tido como um único corpo coeso e consciente, o povo é sim, formado por opiniões diversas e suas escolhas nunca serão unanimes. Tem o povo que quer isso, tem o povo que quer aquilo e tem o povo que não quer nada com nada. Enfim tem povo para todo o gosto que acaba escolhendo chefes de todos os tipos. 

Nesse quadro é natural que convivamos com tantos problemas, mas são problemas bem menores do que tínhamos quando os chefes eram impostos. Diante da diversidade na democracia a esperança que resta ao "povo" é de que, apesar de suas diferenças, o bom senso prevaleça nas situações divergentes. 

Esperança que nem sempre se concretiza na realidade por causa de dilemas próprios da conjuntura, do sistema e da dinâmica das ações individuais.

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