Furador de fila é condenado à prisão

Homem é condenado a dois anos de prisão por ser um contumaz furador de filas. Aécim, como é conhecido o réu, entrou com uma ação de indenização contra Armindo e outras duas pessoas alegando ter sido injuriado e agredido com empurrões após tentar entrar numa agência da Caixa Econômica Federal localizada no centro. 
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lentidão é a característica principal das filas

Em declaração, o réu informou que precisava de dinheiro para remédios e havia ido ao banco para trocar o cartão que encontrava-se vencido há cerca de um mês mas ao chegar à agência não percebeu que havia uma fila sinuosa no interior da mesma que se estendia para o lado de fora por cerca de vinte metros. Ao adentrar ao banco o réu localizou a maquininha que fornece senhas e imediatamente tentou usá-la, momento em que foi indagado por Armindo se ele tinha algum problema de miopia que o impedia de ver pessoas em fila. 

O réu não entendendo de imediato a ironia, respondeu que não tinha problemas nem de visão e muito menos de olfato e, depois de uma cheirada no ar trancou a respiração, fez uma careta e voltou à tentativa de obter a senha de atendimento. Nesse momento outras pessoas que estavam na fila atrás de Armindo começaram a reclamar da falta de educação e respeito com as demais pessoas asseadas que aguardavam pacientemente a vez de pegar a senha há cerca de trinta minutos. 

Diante das reclamações e com o acirramento dos ânimos as partes foram para as vias de fato. Ao final o réu não conseguiu a senha e indignado procurou o judiciário para ingressar com uma ação indenizatória diante do ocorrido. A defesa de Armindo manifestou-se com sua versão do acontecido e após oitiva de testemunhas e exibição de vídeo gravações restou comprovado a reincidência constante do réu na prática de furar filas, principalmente em bancos, parada de ônibus e supermercado. 

Diante dos elementos de convicção, a acusação ainda tentou alegar problemas psicológicos e solicitou medidas disciplinares alternativas como forma de corrigir o comportamento do autor que nesse momento passou a ser réu. O juiz, desconsiderou-as e o condenou a três anos de cadeia levando em consideração que as mutretas, embora em pequeno grau, não colaboram para uma convivência harmoniosa e consequentemente um mundo melhor - obrigação máxima de cada ser humano.

Cabe recurso.

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