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Descoberta do gene Arigó

A DESCOBERTA DO GENE ANTIGO

Os temas relacionados com clonagem em série, replicação de seres humanos com ou sem mutação de suas características naturais, que, até bem pouco tempo atrás eram tidos como sendo apenas de mentes fantasiosas, passou a ser encarado com muito mais atenção e seriedade por alguns cientistas e historiadores depois que escavações no maciço de Meije, nas proximidades do vilarejo de La Grave, altos alpes franceses, revelaram uma bastilha funerária cuja construção, segundo o renomado arqueólogo britânico Thomas N. Melville (52), remonta ao século V.
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fases de maturação do gene arigó

Nela foram encontrados além de diversos manuscritos e artefatos da época, um sarcófago merovíngio contendo uma múmia em bom estado de conservação.

Estamos utilizando vários testes, inclusive carbono 14, visando confirmar a autenticidade deste achado e, se confirmada nossas suspeitas provaremos o que até então era somente uma lenda européia - a existência de um povo antigo que teria desaparecido.
explica Melville.

Parte dos manuscritos que foi traduzida, afirma a existência de um quarto povo - os arigós.

Nossa teoria é de que no início do século V, a Gália não estava dividida em três reinos como se acreditou até então, mas sim em quatro: visigodos (ao sul), francos (ao norte), burgúndios (à sudeste) e preenchendo a lacuna histórica - arigós (à oeste). Acreditávamos que após a dominação completa por parte dos francos, os arigós teriam sido exterminados, mas agora, suspeitamos que houveram sobreviventes e que não reunificaram-se enquanto povo, provavelmente acabaram infiltrando-se entre as diversas culturas da época.
explica Mellville.

Segundo o Dr. Edward W. Toller (59), mestre em psicologia da Universidade de Melbourne, outro estudioso no assunto, o que diferenciava este povo dos demais era a existência de traços genéticos de caráter permanente e imutável, nos quais fundamentaram sua classificação. Esta permanência do caráter está baseada na hipótese de um caráter inato, concepção que descarta a existência de traços de caráter adquiridos secundariamente sob a influência do meio.

Para o Dr. Toller, a interação permanente do caráter inato e do caráter adquirido explicaria então a possibilidade que possui todo indivíduo, exceto os deste povo, de transformar seu caráter sob efeitos de determinantes pessoais (esforço, perseverança, vontade) ou socioculturais (moral, religião, etc.).

Já para o psicanalista, Henry David Bernel (65), entretanto, o aspecto dinâmico do caráter se deve à pluralidade dos processos em interação para determinar sua formação, logo partindo do princípio de que o sintoma apresentado pelo indivíduo é o substituto de um processo psíquico recalcado, torna-se possível sua reconstituição histórica. Bernel porém, ressalta que a resistência se torna uma das expressões de transferência motriz, logo, para controlar a repetição é necessário duas outras regras que completam a associação livre.

Para a Dra. Anete B. Rule (63), integrante da equipe de Melville e PHD em antropologia cultural, quando a equipe conseguir finalizar o trabalho provará definitivamente que os comportamentos normais ou patológicos nem sempre variam segundo as culturas, demonstrando assim a fundamental importância da cultura arigó sobre a formação da personalidade dos demais povos, dentro de uma perspectiva totalmente diferente.

Será o fim do estruturalismo científico.
afirma.

Muito antes dessas constatações cientifícas, haviam aqueles que acreditam nesta lenda - a existência do povo arigó, os quais devido às suas características únicas seriam uma espécie que se poderia considerar como escravos perfeitos.

O conhecimento dessas características talvez tenha atraído a atenção de um dos homens mais poderosos do passado, Gêngis Khan - um dos maiores conquistadores da História cujo império estendeu-se do Cáucaso ao Rio Indo e do Mar Cáspio à Pequim – cuja célebre frase diz o seguinte :

A busca por este povo deu início ao meu império!
Ao que se sabe, Gêngis morreu em 1227 sem tê-los encontrado.

AS POSSIBILIDADES

Tão logo a descoberta foi divulgada no meio científico especulações de todo tipo começaram a aflorar. Perguntas foram surgindo e se repetindo cotidianamente tendo respostas diferentes dependendo de quem as respondia.

No entanto, uma das possibilidades que mais chamou a atenção da comunidade científica e acabou por centralizar o debate justamente por ser de difícil contestação técnica foi levantada pelo biólogo egípcio Abu al-Chaykh (58).

Segundo o Dr. Abu, é possível isolar o ácido nucléico do material encontrado na múmia, tendo-se o principal constituinte dos cromossomos e suporte material da hereditariedade. Por ser uma molécula longa, de comprimento teoricamente infinito, formada por duas cadeias laterais dispostas em espiral e tendo suas uniões formadas por duas bases, uma purínica e outra pirimidínica unidas entre si por uma ligação fraca de hidrogênio e, por serem células nucleadas, estão presentes nos cromossomos e mitocôndrias onde cada um constitui uma unidade independente do genoma.

Estas condições quando combinadas com proteínas básicas, em geral histonas, podem formar com elas os nucleoprotídeos que por sua vez constituem a base hereditária das potencialidades de biossíntese dos ARN e das proteínas. Esse conjunto de fatores aliados, apesar da complexidade envolvida, torna real a possibilidade não só de recriarmos um arigó geneticamente puro, como também de permitir mutações caso sejam feitas substituições no fragmento da molécula que constitui determinado gene de uma única base puriníaca ou pirimidínica por outra.

AS SUSPEITAS

Um dos integrantes da equipe de Melville, que preferiu não identificar-se, acabou revelando que outros artefatos descobertos posteriormente na mesma escavação foram levados por uma força-tarefa americana. Dentre os artefatos haviam uma segunda ossada e um relicário em bronze com inscrições seqüenciais cuneiformes que descreviam uma espécie de profecia:

... aquele que dominar e difundir a cultura Arigó, não o sendo, reinará sobre o mundo...

Ao que tudo indica, americanos e ingleses se desdobrarão em duas equipes de estudo visando isolar, dentro da estrutura do DNA, o gene tipicamente arigó.

Por se tratar de uma ossada geneticamente pura, sem mistura de outras raças abre-se um leque de possibilidades, inclusive a clonagem em série. Eu tremo diante da possibilidade de ao longo dos anos sermos substituídos por uma versão arigó... ou então, o que seria mais terrível ainda, sermos contaminados com o vírus arigó.
conclui o integrante da equipe.

A REPERCUSSÃO

Diversos grupos políticos de direita lançaram na internet uma campanha de apoio ao que foi intitulado de “Arigós Free Project”, incentivando e ressaltando a necessidade de que pesquisas sejam feitas no sentido de resgatar o maior número possível de arigós.

Não podemos cometer a injustiça de deixar que este povo continue no esquecimento. Colocá-los em meio à nossa sociedade é questão chave para o progresso de nossa economia.
disse um dos defensores do projeto.

De outro lado, grupos de esquerda realizaram diversos protestos repudiando pesquisas nesse sentido. Um dos líderes da frente de esquerda da Guatemala deu a seguinte declaração:

É inadmissível sequer pensar na possibilidade de criar mais arigós do que já temos quanto mais criá-los em série...
e aproveitando a oportunidade lançou acusações à setores da mídia de manifestarem-se contrários ao projeto apenas por temer perder o monopólio atual na formação cultural de arigós.

MÍDIA X TELESPECTADORES ARIGÓS

Para a socióloga Anne Trampton (45), a programação da mídia certamente influencia o telespectador mais suscetível à sugestão, transformando-o ao longo do tempo em um sujeito com características um tanto quanto aproximadas àquelas originalmente tidas como sendo próprias do povo arigó, e, logicamente, por trás disso quem lucra são os grupos de direita.

Mas por outro lado, considera que as manifestações da esquerda são um tanto quanto teatrais pois também há setores da esquerda que, historicamente, se mantém às custas dos arigós formados pela mídia.

Discussões à parte, o fato é que paralelamente a isso notou-se em diversas bolsas de valores, grande transferência de ações do setor produtivo para o setor de pesquisa científica. Embora os governos citados neguem qualquer pesquisa nesse sentido há quem afirme que grandes centros de pesquisa estão trabalhando duro para a criação do arigó perfeito.

Diversos governos se manifestaram desconhecedores da existência de qualquer pesquisa científica relacionada com o gene arigó, incluido EUA, China, Irá e Koréia do Norte.

Em declaração o Kasaquistão afirmou de forma clara, que o grande problema na formulação de uma teoria sobre o assunto em questão está na ordenação, de maneira geral, do que já se conhece das relações e correspondências entre a organização material e não material da vida sócio-cultural, não como níveis, mas como junções diversas em termos globais e econômicos.

Já o governo iraniano afirmou que sua prioridade por hora é outra.

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